Zootecnia

zootecniaÉ a busca de maior produtividade e rentabilidade na criação de animais e no desenvolvimento de produtos como carne, ovos, leite e seus derivados. Por meio de planejamento agropecuário, pesquisas nas áreas de seleção e melhoramento genético e técnicas de nutrição e reprodução, o zootecnista atua em toda a cadeia produtiva animal. Coordena a criação de rebanhos bovinos, ovinos, suínos e aves e busca seu aprimoramento genético. Pesquisa nutrientes, acompanha a fabricação e controla a qualidade de rações, vitaminas e produtos de saúde e de higiene para os animais. Trabalha também nas indústrias alimentícias, na produção de alimentos de origem animal, como laticínios, frios e embutidos.

Qual é a diferença entre Zootecnia e Medicina Veterinária?

Os cursos apresentam certa sobreposição de matérias, e, eventualmente, as informações de ambos vão se cruzar. No entanto, o zootecnista tem conhecimentos focados na área de nutrição e alimentação, melhoramento genético e administração, buscando maior produtividade e rentabilidade na criação de animais. Já o médico veterinário é um profissional concentrado na saúde dos animais, sendo responsável pela assistência clínica e cirúrgica e pelo controle da fabricação de produtos de origem animal. No mercado de trabalho, eles atuam juntos.

Mercado de Trabalho

Os investimentos na indústria alimentícia no Brasil não param de crescer, tampouco as exportações. Só em fevereiro de 2011, a receita da exportação de carnes bovina, suína e de frango “in natura” cresceu 23,3% em relação ao mesmo mês do ano anterior. “A população pede produtos de maior qualidade, e o zootecnista pode contribuir para isso”, diz o professor Vagner de Alencar Arnaut de Toledo, coordenador do curso da UEM, no Paraná. As regiões mais aquecidas são o Centro-Oeste, cujo motor da economia é o agronegócio; o Sudeste, especialmente no interior de São Paulo e em Minas Gerais para o especialista em bovinocultura; e o Norte. No Nordeste, as melhores oportunidades estão na criação de caprinos, ovinos e avestruzes, e também na de peixes e camarões e na apicultura. No sul do Brasil e nos estados de Mato Grosso e Rondônia, surgem empregos em fazendas e propriedades rurais, para cuidar do planejamento rural e da saúde animal. O segmento da carne e mel orgânicos (em que os animais são criados com uso restrito de hormônios e medicamentos) começa a ganhar espaço, com o aumento do número de pessoas que buscam alimentação mais saudável. Isso deve fazer crescer a demanda por profissionais de zootecnia nos próximos anos. Na Região Sul, o forte é a criação de aves e suínos, mas vem aumentando os rebanhos de ovelhas para produção industrial de lã. No Rio Grande do Sul, concentra-se a produção para exportação de bovinos vivos. Nas áreas urbanas dessas regiões, há perspectivas de trabalho em laboratórios de pesquisa e biotecnologia, em empresas de exportação de produtos de origem animal e em companhias de informática, no desenvolvimento de softwares gerenciais específicos para a área. Nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, cresce o mercado de caprinos e ovinos, e ainda são poucos os técnicos especializados para ocupar as vagas. “Uma área de trabalho muito forte é a de elaboração de rações e assistência aos criadores”, afirma o professor Ricardo de Oliveira Orsi, coordenador do curso da Unesp. A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) é um grande empregador. Nela, o Zootecnista faz pesquisas e desenvolve projetos com produtores rurais.

Salário inicial: R$ 3.270,00 (6 horas diárias); fonte: Sindicato dos Zootecnistas do Estado de Santa Catarina.

Curso

zootecnia 2Biologia, genética, citologia, química, anatomia e zoologia são as disciplinas básicas do currículo. Nutrição animal, ciências do solo e forragicultura, biologia molecular e melhoramento genético animal também são matérias do curso, entre outras. Os conhecimentos de informática e administração completam sua formação. Os fundamentos da Zootecnia são oferecidos a partir do terceiro ano, em matérias como parasitologia, melhoramento genético e bioclimatologia, além de técnicas de manejo de rebanho se de criações. O aluno também entra em contato com o processo de fabricação de alimentos de origem animal. Algumas faculdades incluem no programa o estudo de espécies silvestres, que têm o consumo regulamentado no país – como o jacaré, a capivara e o javali. O estudante deve cumprir 3,6 mil horas-aula, no mínimo. Para obter o diploma é obrigatório fazer um estágio supervisionado e apresentar o trabalho de conclusão de curso.

Duração média: cinco anos.

O que você pode fazer

Animais silvestres

Lidar com a preservação e cuidar do aproveitamento econômico de diferentes espécies silvestres. Estudar processos e regimes de criação desses animais.

Comércio

Orientar o consumidor na escolha e na compra de rações, medicamentos e outros produtos voltados para a criação de os animais.

Eventos

Coordenar o planejamento e a realização de rodeios, exposições e feiras agropecuárias. Supervisionar atividades relacionadas a animais de esportes e lazer e as que envolvem terapias humanas com a utilização de animais.

Melhoramento genético

Fazer a avaliação genética e desenvolver e determinar sistemas e técnicas de cruzamento e inseminação artificial para garantir rebanhos mais fortes, saudáveis, férteis e produtivos.

Nutrição e alimentação

Animal formular e desenvolver suplementos alimentares em indústrias de ração e de vitaminas. Pesquisar as necessidades nutricionais do rebanho. Controlar a qualidade dos alimentos usados na nutrição animal e dar orientação técnica ao consumidor na escolha de rações.

 Fonte: Guia do Estudante

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