Engenharia elétrica

É a área da engenharia que lida com a geração, a transmissão, o transporte e a distribuição da energia elétrica. O engenheiro eletricista planeja, supervisiona e executa projetos nas áreas de eletrotécnica, relacionadas à potência da energia. Ele está habilitado a construir e a aplicar sistemas de automação e controle em linhas de produção industrial, no desenvolvimento de componentes eletroeletrônicos, na operação e manutenção de equipamentos em hospitais e clínicas e em projetos de instalações elétricas em indústrias, comércios e residências. Também participa do projeto e da construção de usinas hidrelétricas, termelétricas e nucleares. Além das concessionárias de energia, o profissional com essa graduação encontra emprego em empresas de telecomunicações (desde fábricas de celulares até operadoras de sistemas de comunicação), indústrias de equipamentos, automação, fábricas de motores e geradores, consultorias ou em empresas prestadoras de serviços em computação.

Mercado de Trabalho

“Assim como acontece com outras engenharias, o mercado de trabalho para os formados em Engenharia Elétrica está bastante aquecido. Além do bom momento do país, o engenheiro elétrico tem uma formação generalista, que lhe permite atuar em diversas áreas”, afirma o professor Talvanes Menezes Oliveira, coordenador do curso UFCG, em Campina Grande (PB). Entre outras opções, o setor financeiro é um dos que mais procuram por esse profissional. Na área específica, o segmento de transmissão e distribuição vive um momento importante de renovação dos profissionais que ocuparam os cargos nos anos 1970, quando o setor teve um crescimento muito grande. Além disso, as áreas de pesquisa e desenvolvimento em empresas de energia, computação e telecomunicações também contratam o profissional. Concessionárias de energia, construtoras, empresas de tecnologia da informação são empregadoras tradicionais. As melhores oportunidades estão nos polos industriais das regiões Sul e Sudeste. Mas o crescimento do Norte e do Nordeste promete boas chances também. “Nossos recém-formados têm encontrado trabalho até no exterior”, diz Oliveira.

Salário inicial: R$ 3.270,00 (6 horas diárias); fonte: Confea.

Curso

Prepare-se para enfrentar muito cálculo. O currículo começa com disciplinas básicas, como matemática, física e informática. As contas acompanham o aluno também nas aulas de economia e administração. A parte mais interessante fica por conta das aulas práticas e dos experimentos em laboratório, que costumam aparecer desde o início da graduação. A formação profissionalizante tem início no terceiro ano, com aulas de projetos de sistemas elétricos, materiais elétricos, sistemas digitais e eletromagnetismo, entre outras. No último, além das disciplinas, os alunos se dedicam ao trabalho de conclusão do curso. O estágio é obrigatório e, geralmente, feito a partir do quarto ano. Atenção: antes de escolher o seu curso, verifique se existe alguma ênfase, como sistemas de energia, computação ou eletrotécnica.

Duração média: cinco anos.

Outros nomes: Eng. de prod. (elétr.); Eng. Elétr. e Eletrôn.; Eng. Elétr. Eletrot.; Eng. Elétr. ind.; Eng. Elétrica- Eletrônica; Eng. Eletrot.; Eng. ind. Elétr.

O que você pode fazer

Automação

Projetar equipamentos eletrônicos destinados à automação de linhas de produção industrial.

Eletrônica

Desenvolver circuitos eletrônicos para aquisição de dados (por exemplo, áudio, temperatura, umidade, pressão), transmissão de dados por radiofrequência, entre outros.

Eletrotécnica (potência e energia)

Planejar e operar sistemas elétricos, da geração à distribuição de energia. Projetar e construir usinas, estações, subestações, redes de geração de energia e equipamentos usados no sistema de geração, transmissão e distribuição. ampliar as redes de alta-tensão e dar manutenção a elas.

Engenharia biomédica

Especificar e gerenciar a utilização de equipamentos médico-assistenciais em hospitais, clínicas e laboratórios. Projetar, construir equipamentos e fazer a manutenção deles.

Hardware e programação

Desenhar componentes e desenvolver sistemas.

Instrumentação

Projetar e desenvolver equipamentos para a realização de medidas, registro de dados e atuadores.

Microeletrônica

Projetar, fabricar e testar circuitos integrados (chips) destinados a sistemas de computação, telecomunicações e de entretenimento, entre outras finalidades.

Telecomunicações

Desenvolver serviços de expansão de telefonia e de transmissão de dados por imagem e som. Projetar e construir sistemas e equipamentos para telefonia e comunicação em geral e de processamento digital de sinais.

Fonte: Guia do Estudante

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