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“Que, por mais que pequei, neste conflito
Espero em vosso amor de me salvar.”
(Gregório de Matos Guerra)

CONTEXTO HISTÓRICO

Em nosso Barroco, o centro econômico, político e social é a Bahia. Expande-se a exploração do açúcar, que passa a ser a base de sustentação da colônia. Consolida-se o poder colonizador, que prospera cada vez mais e que será preciso defender da infiltração européia ( holandeses, franceses ). O colono familiariza-se com o lucro fácil, com a riqueza. Surgem as casas grandes e as senzalas, os primeiros escravos são importados da África e têm início as uniões entre índios, brancos e africanos, fazendo surgir uma nova sociedade.

Vive-se na opulência e no luxo. O jogo é cultivado como diversão ociosa. Esta vida em pecado faz com que os colonos temam a Deus e seu dinheiro servirá também para a construção de capelas, igrejas, conventos e irmandades.Assim, na Bahia e em Pernambuco do século XVII, o Barroco do Açúcar, em que a literatura se destaca como principal atividade artística. Já em Minas Gerais e no século XVIII, desenvolveu-se o Barroco do Ouro, em que se realçam, quantitativa e qualitativamente, a arquitetura, as artes plásticas e a música.

Representantes da Literatura

barroco autores

  • Bento Teixeira Pinto
  • Gregório de Matos Guerra

A Pintura e a Arquitetura Barroca no Brasil

Uma característica marcante da pintura barroca é o efeito de ilusão buscado pelos artistas. Eles pintam cenas de elementos arquitetônicos ( colunas, escadas, balcões, degraus ) que dão uma incrível ilusão de movimento e ampliação de espaço, chegando, em alguns casos, a dar a impressão de que a pintura é realidade e a parede, de fato, não existe. Um bom exemplo brasileiro desse ilusionismo é o teto pintado por Manuel da Costa Ataíde na Igreja São Francisco de Assis, em Ouro Preto.

Na arquitetura barroca, o emprego freqüente da coluna sinuosa é uma forma de romper com a rigidez das linhas retas da arquitetura renascentista, inspirada na antigüidade grega e romana. Colunas, altares e púlpitos eram recobertos com espirais, flores, monstros e anjos, num jogo de cores e formas que, juntando pintura, escultura e arquitetura, provocava um grande impacto visual.

Na metade do século XVIII, o Barroco já tinha entrado em declínio na Europa. Mas em algumas regiões do Brasil, especialmente em Minas Gerais, ele teve um último desenvolvimento, estimulado pela riqueza gerada pela descoberta de ouro e pedras preciosas. O artista mais original do barroco brasileiro foi Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho ( 1730 – 1814 ). Arquiteto, entalhador e escultor, as obras do Aleijadinho constituem, até hoje, um dos pontos mais altos da arte brasileira. Na pintura, destaca-se Manuel da Costa Ataíde (1762 – 1837).

Obras Barrocas no Brasil

Teto da Igreja São Francisco de Assis (Ouro Preto – MG) por Manuel da Costa Ataíde.

Igreja no estilo Barroco projetada por Aleijadinho, em Congonhas do Campo MG.

Detalhe de “Os Profetas” de Aleijadinho. Basílica do Bom Jesus de Matosinho (Congonhas do Campo – MG).

Vista geral do grupo de profetas esculpido por Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho (1730-1814). Basílica do Bom Jesus de Matosinho (Congonhas do Campo – MG).

Escultura de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho (1730-1814).

Interior da Igreja de São Francisco de Assis ( Ouro Preto – MG ), projetada por Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. A pintura no teto é de Manuel da Costa Ataíde ( 1762 – 1837 ).

Fonte: Literatura Brasileira (Site)