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Invenções que foram popularizadas devido o seu invento durante a Primeira Guerra Mundial. Confira a parte I aqui, e veja a continuação a seguir!

Salsichas Vegetarianas

BBC

As salsichas vegetarianas foram a alternativa à falta de carne

Ao contrário do que muitos imaginam, a salsicha de soja não foi inventada por um hippy que morava na Califórnia, Estados Unidos, na década de 1960. Ela é criação de Konrad Adenauer, um alemão que, anos mais tarde, tornou-se o primeiro chanceler da Alemanha pós Segunda Guerra.

Durante a Primeira Guerra, Adenauer foi prefeito da cidade alemã de Cologne. Sob bloqueio britânico, alimentos foram ficando escassos na cidade. Inventivo, Adenauer começou a pesquisar formas de substituir alimentos escassos, como a carne, por alimentos disponíveis.

No início, ele usou uma mistura de farinha de arroz, cevada e farinha de milho da Romênia para fazer pão – substituindo o tradicional trigo. O sistema estava funcionando, mas a Romêmia entrou na Guerra e o suprimento de farinha de milho foi interrompido.

Após seu experimento com pão, Adenauer decidiu procurar um novo tipo de salsicha: uma salsicha sem carne, outro alimento escasso no período. A salsicha de soja foi batizada de Friedenswurst, ou “salsicha da paz”.

Zíper

Desde meados do século 19, muitos vinham usando combinações de colchetes, fivelas e fechos para encontrar uma forma simples e fácil de evitar o frio.

Getty Images

O zíper modernizou os uniformes militares

 

Mas foi Gideon Sundback, um sueco que migrou para os Estados Unidos, quem achou a solução perfeita. Chefe de design da Universal Fastener Company, ele criou o “fecho sem ganchos”, que deslizava e prendia duas fileiras de dentes metálicos uma à outra.

Os militares americanos incorporaram o mecanismo em uniformes e botas, particularmente a Marinha. Depois da guerra, a novidade passou a ser utilizada pela população civil.

Chá em Saquinhos

O chá em saquinhos também não foi inventado para vencer obstáculos criados pela guerra. Em 1908, um mercador de chá americano passou a enviar o produto a seus clientes embalado em saquinhos. Por acidente ou não – assim diz a lenda – os compradores mergulharam os saquinhos na água.

Durante a guerra, uma companhia alemã, Teekanne, levou a ideia adiante e passou a fornecer chá em saquinhos de algodão para as tropas. Eles foram batizados de “bombas de chá”.

Thinkstock

As tropas alemães batizaram os sachês de bombas de chá

Aço Inoxidável

Aço que não enferruja nem sofre corrosão chegou ao mundo cortesia de Harry Brearley, da cidade inglesa de Sheffield. Criado em 1913, o produto revolucionou a indústria metalúrgica e tornou-se um componente indispensável do mundo moderno.

Os militares britânicos estavam tentando encontrar um metal mais adequado para armas. O problema era que o calor e a fricção produzidos pela passagem das balas enferrujavam os canos das armas. Brearley, um metalúrgico de uma empresa de Sheffield, foi encarregado de procurar uma outra liga, mais resistente.

Ele experimentou adicionar cromo ao aço e, diz a lenda, jogou fora algumas das amostras que tinha testado, achando que não tinham dado certo.

Talheres (Thinkstock)

O aço inoxidável tornou-se indispensável na cozinha

O material ficou jogado num canto, até Brearley se dar conta de que as amostras não tinham enferrujado. Ele havia descoberto o segredo do aço inoxidável.

Durante a Primeira Guerra, o material foi usado em motores, mas tornou-se absolutamente indispensável na fabricação de facas, garfos, colheres e instrumentos hospitalares.

Veja informações sobre a fabricação do aço

Comunicações entre Pilotos

Antes da Primeira Guerra Mundial, pilotos não tinham formas de conversar uns com os outros ou com pessoas em terra.

No início da guerra, exércitos usavam cabos para se comunicar, mas estes eram com frequência rompidos por tanques ou artilharia. Além disso, os alemães logo encontraram uma forma de interceptar comunicações entre os britânicos. Mensageiros, bandeiras, pombos, luzes e outros métodos também eram usados mas não eram adequados. Aviadores, por exemplo, usavam gestos e gritos.

Reuters

Os avanços na comunicação aéra impulsionaram a aviação civil

A resposta foi o rádio sem fio.

A tecnologia já estava disponível, mas tinha de ser desenvolvida. E os britânicos se encarregaram disso durante a Primeira Guerra Mundial.

As primeiras tentativas de se instalar rádios para comunicações em aeronaves foram dificultadas pelo excesso de ruído produzido pelos motores.

No livro British Radio Valves: The Vintage Years – 1904-1925, o historiador britânico Keith Thrower explica que o problema foi aliviado com a criação de um capacete que tinha um microfone embutido e tampões de ouvido que bloqueavam o barulho.

Desta forma, abriu-se caminho para a decolagem da aviação civil após a guerra.