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periodic table

Dezenove elementos na tabela periódica – incluindo ouro, cádmio, arsênio e alumínio – estão a receber ajustamentos nas suas massas atômicas.

A União Internacional de Química Pura e Aplicada (IUPAC) anunciou que já aprovou novos valores de massa para os elementos graças a medidas mais precisas e melhores cálculos sobre a abundância de certos isótopos (átomos de um elemento com diferentes números de nêutrons).

 A massa atômica padrão é a massa média de um elemento em unidades de massa carbono 12atômica (com o símbolo u), sendo uma unidade de massa atômica (u) igual a 1/12 da massa de um único átomo de carbono-12.

 Para calcular a massa atômica padrão para um elemento, os cientistas calculam a média das massas atômicas de todos os seus isótopos estáveis. Todos os átomos de um elemento único têm o mesmo número de protões no seu núcleo, mas o número de neutrões nos núcleos varia com isótopos diferentes, conduzindo a diferenças de massa. Por exemplo, o carbono-12 tem seis protões e seis neutrões. O seu primo um pouco mais pesado, o carbono-13, tem seis protões e sete neutrões. Os isótopos também variam em abundância na Terra, de modo que quanto mais abundante é um isótopo, maior influência tem na média.

A IUPAC disseque novos cálculos de abundâncias isotópicas conduziram a alterações de massa para o molibdénio, cádmio, selênio e tório, entre outros.

A mudança de massa do selênio é particularmente notável, uma vez que não é revista desde 1934, afirmou Juris Meija, secretário da Comissão para as Abundâncias Isotópicas e Pesos Atômicos da IUPAC. “Isto não acontece com frequência”, declarou. “Normalmente, os avanços manifestam-se muito mais rápido, de modo que o caso do selênio é uma situação estranha”.

 Para os outros 15 elementos, as novas massas foram determinadas através de melhores medições e as mudanças são muito mais subtis. A massa do ouro, por exemplo, está a ser atualizada de 196,966569(4) u para 196,966569(5) u, em que os números entre parênteses representam a incerteza no último dígito da massa atômica.

Embora as mudanças pareçam minúsculas, podem ter implicações práticas para a atividade científica em todo o mundo.

O conhecimento das massas atômicas é importante compreender as leis da física“, afirmou Juris Meija. “Um bom exemplo recente disto aconteceu em 2005, quando as medições de alta precisão de massas atômicas permitiram aos investigadores testar a validade da icônica equação E = mc2″.

iupac

As mudanças, listadas a seguir, serão publicadas numa nova Tabela de massas atómicas padrão 2013 na revista Pure and Applied Chemistry, em 2014.

Molibdénio (Mo): de 95,96(2) para 95,95(1)

Cádmio (Cd): de 112,411(8) para 112,414(4)

Selénio (Se): de 78,96(3) para 78,971(8)

Tório (Th): de 232,03806(2) para 232,0377(4)

Berílio (Be): de 9,012182(3) para 9,0121831(5)

Flúor (F): de 18,9984032(5) para 18,998403163(6)

Alumínio (Al): de 26,9815386(8) para 23,9815385(7)

Fósforo (P): de 30,973762(2) para 30,973761998(5)

Escândio (Sc): de 44,955912(6) para 44,955908(5)

Manganésio (Mn): de 54,938045(5) para 54,938044(3)

Cobalto (Co): de 58,933195(5) para 58,933194(4)

Arsénio (As): de 74,92160(2) para 74,921595(6)

Ítrio (Y): a partir de 88,90585(2) para 88,90584(2)

Nióbio (Nb): de 92,90638(2) para 92,90637(2)

Césio (Cs): de 132,9054519(2) para 132,90545196(6)

Praseodímio (Pr): de 140,90765(2) para 140,90766(2)

Hólmio (Ho): de 164,93032(2) para 164,93033(2)

Túlio (Tm): de 168,93421(2) para 168,93422(2)

Ouro (Au): de 196,966569(4) para 196,966569(5)

Fonte: Quero Sabe (Site de Portugal)