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aurora boreal

aurora boreal (luzes do norte) e a aurora austral (luzes do sul) sempre fascinaram a humanidade. Algumas pessoas chegam a viajar milhares de quilômetros apenas para observar o espetáculo de luzes brilhantes na atmosfera terrestre. As auroras que circundam o pólo magnético norte (boreal) e o pólo magnético sul (austral) ocorrem quando elétrons de carga elevada provenientes do vento solar interagem com elementos da atmosfera terrestre. Os ventos solares fluem escapando do Sol com velocidades de cerca de 1,6 milhões de quilômetros por hora. Quando alcançam a Terra cerca de 40 horas depois de deixarem o Sol, seguem linhas de força magnética geradas pelo núcleo da Terra, fluindo através da magnetosfera por uma área com formato de lágrima constituída de campos magnéticos e elétricos de alta carga.

Os elétrons, quando penetram na atmosfera terrestre superior, encontram átomos de oxigênio e de nitrogênio em altitudes de 32 a 320 quilômetros acima da superfície terrestre. A cor da aurora depende do átomo que colide com o elétron e da altitude em que se dá essa colisão.

  • Oxigênio – verde, até 240 quilômetros de altitude
  • Oxigênio – vermelha, até 240 quilômetros de altitude
  • Nitrogênio – azul, até 96 quilômetros de altitude
  • Nitrogênio – púrpura/violeta, acima de 96 quilômetros de altitude

aurora boreal canadá

Todas forças elétricas e magnéticas reagem entre si, em combinações constantemente mutáveis. Essas mudanças e fluxos se apresentam como a “dança” das auroras, movendo-se ao longo de correntes atmosféricas e podendo alcançar 20.000.000 amperes a 50.000 volts (como comparação, os disjuntores de uma residência são desconectados quando a corrente ultrapassa 15-30 amperes a 120 volts).

As auroras geralmente ocorrem ao longo das “auroras ovais” que têm centros nos pólos magnéticos e não nos pólos geográficos. De uma forma aproximada, correspondem aos círculos ártico e antártico. Em certas ocasiões, entretanto, as luzes ficam ao Sul, mais distantes, geralmente quando ocorrem muitas manchas solares. A atividade das manchas solares segue um ciclo de 11 anos. O próximo pico ocorrerá em 2012 e 2013, com boa probabilidade de ocorrência de auroras fora da faixa usual.

Através das histórias, as pessoas vêm escrevendo e falando sobre sons que estariam associados às auroras, embora nada tenha sido registrado nesse sentido. Os cientistas não conseguiram ainda chegar a um acordo sobre o que produz sons durante a aurora.

Locais para ver a Aurora Boreal

Noruega – Situada acima do círculo polar ártico,  no norte da Noruega, a cidade de Tromso vê com freqüência  as auroras boreais que chegam com o  fim dos longos dias de verão. O belo espetáculo de luzes coloridas é a principal atração da cidade, que também conta com a universidade mais nórdica do planeta.

 Suécia – O vilarejo de Abisko, na região da Lapônia, tem menos de 150 habitantes, mas é muito visitado por turistas, pelo fato de ter um micro-clima único que o torna um ponto ideal para apreciar a beleza de auroras boreais.  Durante o escuro inverno, o Parque Nacional de Abisko tem atrações como o lago Tometrask, num cenário maravilhoso para curtir este impressionantes fenômeno natural.

 Finlândia – No norte da Finlândia,  na cidade e de Luosto, o hotel Aurora Chalet entrega a seus hóspedes um “Alarme de Auroras”, que toca quando as luzes coloridas fazem sua aparição no céu, graças ao serviço do Centro de Investigação de Auroras Boreais da cidade de Sodankyla. Com o céu claro, é possível avistar o fenômeno na cidade de Nellim, com o lago Inari, um dos maiores da Finlândia, como pano de fundo.

 Islândia – Além de ter numerosas maravilhas naturais, como vulcões, geleiras, gêisers e fiordes, a Islândia também conta com o fenômeno de auroras boreais durante o inverno. Próximo de Reykjavik, capital do  país, o Parque Nacional de Pingvellir  tem amplas planícies, ideais para observar o espetáculo natural de luzes coloridas.

 Alasca – Região selvagem dos Estados Unidos, o Alasca tem entre suas numerosas atrações a aparição de auroras boreais durante o inverno. Para visualizar o fenômeno nas melhores condições, o ideal é escapar para áreas remotas como o Parque Nacional de Denali, sem esquecer de conferir a previsão de auroras boreais da Universidade do Alasca.

 Canadá – A imensidão das áreas naturais do Canadá oferece numerosas opções para observar a beleza das auroras boreais. As áreas em volta do lago Superior, no Ontário, a tundra do norte do país, e o território de Yukon , próximo ao Alasca, são alguns pontos ideais para a visualização do fenômeno.

 Groenlândia – Destino visitado especialmente por pessoas em busca de aventuras, a Groenlândia tem frequentes aparições de auroras boreais. Apesar do fenômeno estar presente em praticamente todo o grande território, os lugares mais acessíveis encontram-se no sul e no leste da Groenlândia, em localidades como Kulusuk e Ammassalik.

Escócia – As ilhas britânicas são conhecidas por seu clima cinzento, longe das condições ideais para avistar auroras boreais. No entanto, nas raras noites de céu claro do inverno escocês, os turistas têm boas chances de poder apreciar as luzes, principalmente em localidades como Aberdeen, a Ilha de Skye e as terras altas do norte.

Rússia – Encarar as noites gélidas do inverno russo pode ser recompensado com um belo espetáculo com luzes coloridas de auroras boreais. A península de Kola, no noroeste do país, encontra-se situada quase inteiramente acima do Círculo Polar Ártico e é um dos pontos mais populares da Rússia para avistar o fenômeno natural.

Ilhas Faroe – Ao norte da Escócia, entre o Mar da Noruega e o Atlântico Norte, as Ilhas Faroe são um arquipélago dependente da Dinamarca e conhecido por suas heranças da cultura viking. Quando o clima ajuda, as ilhas são excelentes para avistar auroras boreais.

Curiosidade 
– O nome aurora boreal foi dado pelo astrônomo Galileu Galilei em homenagem à deusa romana Aurora (do amanhecer) e seu filho Boreas.

– Além do planeta Terra, podemos encontrar este fenômeno em planetas como Júpiter, Saturno e Marte.

Fonte: How Stuff Works; Site Terra