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O Esquadrão apresenta um texto com as principais informações que mudaram o cenário histórico brasileiro, nos fazendo lembrar dos ‘caras pintadas’ de 1992!

Com uma maior repercussão da mídia, os protestos que marcaram o mês de junho de 2013 do Brasil, ganharam maior repercussão após o protesto em São Paulo, devido o aumento da taria pública de R$3 para R$ 3,20. Entretanto, outros protestos tinham acontecido desde o início do ano em Porto Alegre (Março – R$ 2,85 para R$3,05 e das “lotações” de R$ 4,25 para 4,50), Belém (Maio – R$ 2,70 para R$ 3,00), Brasília, Rio de Janeiro e Salvador. Dentre os principais organizadores das manifestações está o Movimento Passe Livre (MPL).

bomba

Veja os efeitos do gás lacrimogênio, spray de pimenta no organismo.

No dia 13 de junho, as tarifas voltaram a custar R$ 2,70, em Belém, após liminar expedida pelo juiz Fernando de Mello Xavier, da 1ª Vara da Fazenda Pública Estadual. Na decisão, o juiz argumentou que desde o último dia 1º de junho as empresas de transporte coletivo deixaram de pagar os impostos PIS e Cofins, porém essa isenção não foi repassada ao usuário goianiense.

E no mesmo dia, em São Paulo, milhares de pessoas saíram às ruas e avenidas de São Paulo em uma quarta mobilização contra o preço do transporte público na cidade. Foi a quarta e maior jornada, mas também a mais violenta: os protestos pacíficos cedo assistiram à ação da Polícia Militar, que sob o lema de “proteger a população” transmutou-se em repressão e atos de violência contra a população. Muitos jornalistas que cobriam a mobilização também se tornaram vítimas de agressões e detenções.

rogério zagallo

 A mobilização em São Paulo, que segue os contornos dos protestos iniciados em Porto Alegre, desencadeou outras jornadas de manifestação pelo País. Ela parte do descontentamento da população com o reajuste de R$ 0,20 do preço de ônibus, metrô e trem, mas também dá voz a questões que ultrapassam os centavos cotidianos. Violência à parte – condenada pelo governo e pela maioria dos envolvidos -, a presença massiva da população nas ruas cria espaço para um debate sobre os espaços públicos nas metrópoles brasileiras contemporâneas, bem como questiona os moldes estabelecidos da representatividade da democracia brasileira.

Depoimentos no Facebook de pessoas que viveram a situação em SP: Depoimento 1, Depoimento 2, Depoimento 3 (se tiver outros, posta nos comentários)!

16 de junho, protesto de repórteres
Cerca de 50 profissionais da imprensa, a maioria repórteres fotográficos, protestam contra a violência policial aplicada aos jornalistas durante as últimas manifestações em São Paulo – o Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo (SJSP)​ estima que pelo menos 12 repórteres foram agredidos e dois foram presos arbitrariamente no dia 13 de junho. A Polícia Militar​ “libera” o uso de vinagre nos próximos protestos, e anuncia uma reunião com o Movimento Passe Livre (MPL) marcada para as 10h de segunda-feira. E panfletos são distribuídos em São Paulo convocando a população para o próximo ato, marcado para começar às 17h, no Largo da Batata, em Pinheiros: “não é por centavos, é por direitos”​, diziam os cartazes.

Eis que chega o dia 17 de junho de 2013

O brasileiro, inspirado pela truculência da PM de São Paulo no dia 13 de junho (truculência esta registrada por jornalistas não raro castigados por balas de borracha e gás tóxico), percebeu que precisava saber se é capaz de se organizar contra abusos.

Os protestos, em mais de dez capitais brasileiras, significaram apenas uma coisa: a democracia, seja você um poderoso do universo público ou privado, é um acordo negociado caso a caso.

mapa protestos

O que se viu neste dia, foram milhares de pessoas nas ruas protestando contra a corrupção, melhorias na saúde, educação, transporte público, direitos de todo um povo! Não só no país, mas também no mundo! Confira as fotos!

Brasília

teatro municipal rio de janeiro

facebook

belém

Resumo do protesto do dia 17 de junho, retirado do site do G1:

Dezenas de milhares de brasileiros participaram de manifestações nesta segunda-feira nas maiores cidades do país para protestar contra o aumento das tarifas dos transportes e os gastos com a Copa do Mundo de 2014 em detrimento dos serviços públicos.

Em São Paulo, ao menos 65 mil pessoas participaram dos protestos, que ocuparam dois pontos distintos da cidade.

No Rio de Janeiro, outro grande protesto tomou conta de toda a avenida Rio Branco. Especialistas da Coppe/UFRJ avaliaram em 100 mil o número de participantes.

Confrontos foram registrados em frente à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Manifestantes que tentaram invadir o local jogaram pedras, coquetéis Molotov e disparavam rojões em direção a policiais acuados no prédio da Alerj, alvo de pichações. Ao menos um carro foi queimado na região.

A polícia reagiu com bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha.

Segundo um oficial da PM, cerca de 80 policiais estão refugiados dentro da Assembleia Legislativa, incluindo cinco soldados feridos.

anonymous

‘Isto é muito bom. No Brasil as pessoas não costumam sair às ruas para protestar, é uma imagem bonita’, disse à AFP um manifestante no Rio de Janeiro.

‘Estou aqui para mostrar que o Brasil não é apenas futebol. Aqui não é só festa. Há outras preocupações, como a falta de investimentos em coisas realmente importantes, a saúde e a educação’, disse à AFP a advogada Daiana Venancio, 24 anos, no centro do Rio.

‘Que sentido tem fazer uma festa para os gringos quando o Brasil está mal?’ – perguntou Priscila Parra, estudante de física de 20 anos.

Em São Paulo, os manifestações fecharam a Marginal Pinheiros e seguiram para o Palácio dos Bandeirantes. Outra multidão ocupou a Avenida Faria Lima, na zona sul da capital.

povo

‘Quero que o Brasil acorde. Não é apenas pelas passagens, mas também pela educação e a saúde’, disse à AFP Diyo Coelho, de 20 anos, que carregava flores pelas ruas de São Paulo.

Em Brasília, manifestantes marcharam pela Esplanada dos Ministérios e centenas ocuparam o teto do Congresso Nacional.

‘Brasil se fodeu, o povo apareceu’, ‘sou brasileiro com muito orgulho’, cantavam os manifestantes. Ao menos 5 mil pessoas protestaram em Brasília, em meio a manifestações por todo o país, segundo a polícia local.

A presidente Dilma Rousseff reagiu à onda de protestos afirmando que ‘as manifestações pacíficas são legítimas e próprias da democracia’.

‘É próprio dos jovens se manifestar’, estimou Dilma em um comunicado divulgado pelo blog da Presidência.

Belo Horizonte, Fortaleza, Salvador, Porto Alegre e Curitiba também tiveram protestos nesta segunda-feira.

As manifestações reúnem diversos movimentos de contestação, que vão daqueles que protestam contra o aumento das tarifas dos transportes coletivos aos que condenam os gastos com os eventos esportivos sediados no Brasil.

Em Belo Horizonte, onde o protesto reuniu cerca de 30 mil pessoas, segundo seus organizadores, a polícia disparou bombas de gás lacrimogêneo contra os manifestantes para impedir que o movimento chegasse ao Mineirão, onde Nigéria e Taiti jogavam pela Copa das Confederações.

Convocadas através das redes sociais, as reivindicações não têm vínculo político. Com gritos de ‘não tenho partido’, a maior parte dos manifestantes é composta por jovens da classe média.

‘Eu vim porque quero que o Brasil acorde. Não é apenas contra a alta dos preços dos transportes, mas pela educação e pela saúde’, disse à AFP Diyo Coelho, 20 anos, que participava de uma passeata junto a um grupo de amigos em São Paulo, que levavam flores brancas nas mãos.

‘Vem, vem, vem pra rua, vem!’, gritavam os manifestantes no centro histórico e financeiro do Rio.

manifestações no brasil

Do alto dos prédios comerciais, pessoas jogavam papéis brancos em apoio aos manifestantes.

‘Estou aqui para mostrar que o Brasil não é apenas o país do futebol e do carnaval. Aqui nós temos outras preocupações, como a falta de investimentos em coisas realmente importantes, como saúde e educação’, disse Daiana Venâncio, 24 anos, bacharel em direito.

Na ordem do dia dos protestos estão os gastos colossais com a Copa das Confederações e a Copa do Mundo — 15 bilhões de reais — em detrimento de outras áreas, como saúde e educação.

Estas são as maiores manifestações de rua no Brasil em 21 anos, desde os protestos de 1992 contra a corrupção do governo do então presidente Fernando Collor de Melo, que renunciou durante o processo de impeachment.

Veja a repercussão dos protestos na imprensa internacional

Os protestos que tomaram diversas cidades brasileiras nesta segunda-feira (17) ganharam as manchetes mundiais.

O Rio de Janeiro foi a cidade que teve o conflito mais intenso da série, em Brasília, o Congresso Nacional foi invadido e em São Paulo a a manifestação foi pacífica em toda sua extensão, mas teve seu ápice em um embate com a Tropa de Choque da PM, após alguns manifestantes terem invadido o Palácio dos Bandeirantes, residência do governador Geraldo Alckmin.

BBC – Reino Unido – Brazil protests spread in Sao Paulo, Brasilia and Rio (Protestos no Brasil se espalham por São Paulo, Brasília e Rio)

Revista Sports Illustrated – Brazil protesters vow to hold big demo (Protestantes brasileiros prometem grande demonstração)

NBC – After Turkey, Brazil Hit by Widespread Protests (Após Turquia, Brasil é atingido por protesto generalizado

USA Today – More than 100,000 take part in Brazil protests (Mais de 100 mil fazem parte de protestos no Brasil)

The Washington Post – Crowds of protesters demonstrate in at least 7 Brazilian cities, venting complaints about life (Multidões de manifestantes demonstrar em pelo menos sete cidades brasileiras, reclamações sobre a vida)

nyt

Confira outras imagens da Página do Facebook “Imagens Históricas”, clique aqui.

dia 20 de junho

Fontes: Portal G1, Terra, Uol, Melhorquebacon, Folha, Globo,Estadão, Joven Pan.

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