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Olá Feras!!

Estudando muito para a prova do ENEM e vestibulares locais? Então, que tal parar um pouco e refletir sobre as notícias que foram divulgadas pela mídia e redes sociais sobre a redação da prova do ENEM e com isso, os erros de português que muitos ainda cometem.

Antes de criticar o modelo de correção da prova, pois acreditamos que esta é feita por pessoas competentes, seguindo as normas da língua portuguesa culta, com coerência e objetividade, dentre outras características que devem aparecer na prova.

Muitos estudantes indignados com os resultados divulgados informaram que não iriam estudar para a prova, que não precisavam de tantos cuidados e esforço para estudar, uma vez que ‘escrever receita de miojo’ e assim, obter ‘500’ na prova do ENEM era o suficiente para ser aprovado.

Mas, pensando além, quais as problemáticas de ser aprovado na prova do ENEM com estes erros? Você entra no curso superior, conclui o curso e… quando vai procurar um emprego, no qual participará de um processo seletivo, corre o risco de não ser aprovado para preencher a vaga devido os erros de português.

erros de portugues ditado

Vejamos os dados da pesquisa desenvolvida pelo Núcleo Brasileiro de Estágios (Nube), que avaliou 7.219 estudantes de níveis superior e médio, candidatos a oportunidades profissionais, destacando que o jovem brasileiro precisa aprender a escrever melhor. Dentro deste grupo, 28,8% perderam a chance de conseguir um estágio por causa dos erros de português.

O levantamento foi feito no ano passado, durante processos seletivos efetuados pelo próprio núcleo. Na hora da avaliação, os candidatos participaram de um ditado, no qual precisaram escrever 30 palavras. Aqueles que apresentaram mais de sete erros foram reprovados. Entre as respostas, apareceram termos como “essepicional”, no lugar de “excepcional” e “sensura” em vez de “censura”. A lista ainda inclui “licensa”, “regeitar”, “trancição” e “flequicivel”.

Em seu detalhamento, a pesquisa aponta que os candidatos mais novos, com idade entre 14 e 18 anos, apresentaram melhor desempenho, com 75% de sucesso, superando outras faixas como a de 19 a 25 anos (68,9%), 26 a 30 anos (69,2%) e acima de 30 anos (71,2%). Separando por níveis de ensino, alunos de médio técnico tiveram o pior desempenho. Cerca de 37% ultrapassaram as falhas aceitáveis em um processo seletivo, seguidos dos estudantes do superior tecnólogo (30%), médio (29%) e superior (28,5%). Os estudantes de ensino médio, da escola pública, tiveram desempenho pior (30%) se comparados aos das particulares (17%). Já na faculdade os dados quase se invertem. Cerca de 30% dos jovens das escolas pagas ficaram para trás contra 19% das instituições públicas.

Entre os cursos, os discentes com pior desempenho foram os de Pedagogia (com 50% de reprovação), Jornalismo (49%), Matemática (41,4%), Psicologia (41%) e Ciência da Computação (40%). Na outra ponta estão os alunos de Comércio Exterior (com 83% de aprovação), Medicina Veterinária (82%), Relações Públicas (80%), Engenharia de Produção (80%), Nutrição (75,5%), Engenharia Elétrica (74,5%) e Direito (74%).

O coordenador de seleção do Nube, Erick Sperduti, classifica a situação como preocupante, visto que os jovens apresentaram dificuldade em escrever até mesmo palavras de seu cotidiano. Na avaliação dele, isso mostra que a educação brasileira está sendo falha tanto no nível básico, em que o português não é ensinado adequadamente, quanto na educação superior, que permite, em alguns casos, o ingresso de alunos semianalfabetos na graduação.

Para Erick, o resultado também revela equívocos na forma como os jovens vêm conduzindo seus estudos:

— Percebemos que eles se preocupam muito com o conhecimento técnico para a área de atuação e também com o inglês e o espanhol, enquanto acabam deixando um pouco de lado a língua portuguesa — alerta.

Para quem está buscando uma oportunidade profissional, Erick é enfático ao afirmar como aqueles que não estão em dia com o português certamente perderão as vagas. Segundo ele, é uma preocupação de todas as empresas que seus funcionários saibam se comunicar corretamente, seja por e-mail ou numa apresentação de slides, por exemplo.

Por isso, ele recomenda aos estudantes que sempre peçam uma avaliação de seus joinhaprofessores, para que saibam se precisam melhorar em algum aspecto. O hábito da leitura, segundo ele, também é fundamental. Buscar assuntos de interesse e manter um dicionário sempre ao alcance das mãos ajuda bastante.

Ou seja, jovens…Antes de criticar o sistema, os métodos de avaliação… sejamos mais criteriosos em nossa escrita e leitura. Vamos nos aperfeiçoar, não permanecer no erro!! Quanto mais estudamos, maiores são as nossas chances na vida! #ficaadica

Confira nos links abaixo, algumas publicações de nosso blog que podem lhe ajudar a melhorar a escrita!

21 lições de Português

Dicas de Português

Veja os erros mais comuns na prova de redação (Estes devem ser evitados!!)

*Com trechos da notícia do Jornal O Globo.