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luiz gonzaga

Olá Feras!!

Hoje, dia 13 de dezembro de 2012, é o centenário de nosso grande mestre Luiz Gonzaga! Poderíamos colocar várias informações sobre este homem, o “Rei do Baião” que mostrou o nordeste para o Brasil, mas o blog por si, seria insuficiente. O legado do cantor perdura até os dias de hoje e suas canções estão imortalizadas na história do País. Ele valorizou a pureza de um terreno sofrido e acidentado em pouco mais de seis estrofes. Isto é apenas um dos feitos do rei do choro e do baião. Batizar este retrato de “Asa Branca” e fazer dele uma das canções mais populares do Brasil também está no currículo de Luiz Gonzaga.

Como o espaço é pequeno e a vida de Luiz Gonzaga é muito interessante para ser resumida, indicamos o site oficial: Luiz Lua Gonzaga, que apresenta toda uma informação sobre a vida, causos, livros, e a programação completa do seu centenário na cidade de Exu-PE, Recife-PE e em Campina Grande-PB.

Neste site, você também encontra links para o site de Dominguinhos e Gonzaguinha. Este último, seu filho,  canta aquela música que diz assim:

“Viver!
E não ter a vergonha
De ser feliz
Cantar e cantar e cantar
A beleza de ser
Um eterno aprendiz…

Ah meu Deus!
Eu sei, eu sei
Que a vida devia ser
Bem melhor e será
Mas isso não impede
Que eu repita
É bonita, é bonita
E é bonita…”

filme luiz gonzagaVocê pode conhecer um pouco mais dessa relação entre pai e filho, no filme lançado este ano, ” Gonzaga, de pai para filho”, que  teve várias cenas gravadas na cidade de Araruama, Região dos Lagos do Rio. Em abril deste ano, o Armazém do Aristeu, na área rural da cidade, se transformou no bar ” Sanfona do Povo”, sob o olhar atento do diretor Breno Silveira. As gravações em Araruama duraram cinco dias e, neste tempo, mobilizaram a comunidade de Morro Grande.

O filme ” Gonzaga, de pai para filho” conta a história de Luiz Gonzaga, o sanfoneiro nordestino que conquistou o país com o ritmo regional, e de Luiz Gonzaga do Nascimento Junior, o Gonzaguinha, cantor, compositor e ativista contra a ditadura. O drama familiar, as diferenças ao longo da vida, e o amor que venceu o medo e o preconceito.

O ator Adélio Lima de Andrade foi escolhido para interpretar Luiz Gonzaga.  O filme mexe com todas as emoções, você ri, chora, fica apreensivo, e compreende os altos e baixos de sua vida. Você poderá assisti-lo no Youtube.

selo luiz gonzagaContinuando as informações, os Correios lança neste dia 13 de dezembro, um selo comemorativo ao seu centenário. Selos terão tiragem de 300 mil exemplares e custarão R$1,20 cada, sendo vendidos em todo o Brasil.

Por fim, apresentamos um breve resumo, retirado do site dos Correios, sobre esta ilustre pessoa que ‘alimiou’ o sertão com sua sanfona!

No dia 13 de dezembro de 1912, nasceu em Exu, cidade do estado de Pernambuco, na Fazenda Caiçara, o maior representante da música popular nordestina, Luiz Gonzaga do Nascimento.

Filho de Januário José dos Santos, o Mestre Januário, e de Ana Batista de Jesus, conhecida como Santana, Luiz Gonzaga cresceu auxiliando os pais, mas, sobretudo, admirando o pai, que era sanfoneiro, conhecido como Mestre dos 8 Baixos. Antes de adquirir sua primeira sanfona, fole Kock, de oito baixos, marca Veado, em 1924, Luiz Gonzaga já tocava e animava bailes, forrós e feiras, acompanhado do pai.

Não se registra momento sem impacto na vida de Luiz Gonzaga. Sua cronologia é repleta de fatos e acontecimentos marcantes, num ritmo acelerado, assim como sua música. Seu guarda-roupa artístico era composto de sanfona e chapéu de couro, à vaqueiro ou à cangaceiro

Deixou sua terra natal em 1929, em função de um namoro interrompido por discordância dos pais da noiva e represália de seus pais. Após vender sua sanfona, já no estado do Ceará, viajou para Fortaleza, ingressando no Exército.

Em 1930, por causa da Revolução, viajou a serviço militar pelo País e, em 1933, estabeleceu-se no estado de Minas Gerais, onde se tornou soldado tamborcorneteiro, apelido “bico de aço”. Sem que tenha se desligado da música durante o período no Exército, ainda em Minas Gerais, aprendeu a tocar sanfona de 120 baixos com o amigo, o soldado Domingos Ambrósio

Em 1930, por causa da Revolução, viajou a serviço militar pelo País e, em 1933, estabeleceu-se no estado de Minas Gerais, onde se tornou soldado tamborcorneteiro, apelido “bico de aço”. Sem que tenha se desligado da música durante o período no Exército, ainda em Minas Gerais, aprendeu a tocar sanfona de 120 baixos com o amigo, o soldado Domingos Ambrósio.

Após deixar as Forças Armadas e instalar-se na cidade do Rio de Janeiro, no então bairro boêmio do Mangue, já portador de sua sanfona branca, Hohner, iniciou sua carreira musical, tocando vários ritmos de sucesso na região em que se encontrava. Apoiado por estudantes cearenses, mudou o seu repertório, obtendo sucesso no programa de calouros da Rádio Tupi com a música Vira e Mexe, atuando, posteriormente, no programa A Hora Sertaneja, com a ajuda do sanfoneiro Zé do Norte.

Foi na gravadora Victor, em 1941, que, numa participação com a dupla Genésio Arruda e Januário França, Luiz Gonzaga consegue sua primeira gravação. A partir de então, o sucesso do “maior sanfoneiro do Brasil” só foi crescendo. Carismático, teve grandes nomes musicais como parceiros. Com o cearense Humberto Teixeira, em 1944, a primeira parceria foi com o xote No meu pé de serra. Esta parceria perdurou até 1952.

Em 1945 já tinha 25 discos gravados como sanfoneiro e um como cantor. Neste ano, também, fruto de sua convivência com a cantora Odaléia Guedes, nasceu seu filho, Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior, artisticamente conhecido como Gonzaguinha. O final da década de 40 foi repleto de conquistas, marcada pelo casamento com Helena das Neves Cavalcanti, e a gravação de um dos seus maiores sucessos, Asa Branca.

Na década de 50, o casal Luiz Gonzaga e Helena tiveram a filha Rosa Maria. Neste período, o Rei do Baião lançou, gravou e cedeu várias de suas composições a outros cantores, que se tornaram clássicos da MPB.

Com o título de Rei do Baião, incansavelmente, Luiz Gonzaga compôs muitas músicas, sozinho e em parceria, recebendo uma infinidade de prêmios. Vários espaços foram criados em sua homenagem. Morreu aos 76 anos de idade, em 1989, deixando-nos imensurável legado cultural, que é vivido pelo povo, pelos artistas e gravadoras, em qualquer recanto do País.

Fonte: G1, Site de Luiz Gonzaga, Correios.