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Apesar de aspecto pra lá de nojento, as secreções que despontam do nosso rosto não são as piores que produzimos.

Remela

remelaSe for amarela, pode indicar presença de bactérias nos olhos. Quando você fecha as pálpebras, a região fica quente e, beneficiadas por essa temperatura, as bactérias se multiplicam. A conjuntiva – membrana que cobre a parte interna das pálpebras – age rápido para proteger os olhos, produzindo mais muco do que o normal e formando a remela, que se acumula no canto interno dos olhos.

Meleca do nariz

Para barrar a entrada de corpos estranhos no organismo, as glândulas da mucosa do nariz produzem uma secreção transparente. Ressecada pelo ar que entra quando respiramos, esta secreção se transforma em várias catotinhas dentro do nariz. Cada meleca, funciona como uma espécie de tela de proteção. Nelas ficam grudadas desde partículas de poluição e poeira até bactérias.

Catarro

Os pelos das vias aéreas, chamados cílios, empurram o ‘melecão’ que se acumula no nariz para a garganta para que possa ser engolida. No caso de gripes fortes, algumas partículas escapam dessa gosma e seguem para os pulmões. Lá as glândulas de defesa produzem uma secreção mais potente, o catarro. De volta à garganta, ele pode ser engolido ou escarrado.

Anticorpos e micro-organismos mudam a cor do catarro: verde indica vírus e amarelo, bactérias.

Cera do ouvido

ceraProduzida pelas glândulas do canal auditivo, a cera conta com enzimas para atacar micro-organismos invasores. Por isso, nunca deve ser eliminada com o uso de cotonetes. Apenas o excesso aparente deve ser retirado da orelha.

Três origens para o mau hálito

  1. Bichinhos do mal – As bactérias se proliferam quando encontram restos de alimentos entre os dentes;
  2. Ninho de pus – Se a cárie não for tratada, pode atingir a polpa dentária, um conjunto de nervos e vasos sanguíneos, formando muito pus, que não cheira nada bem.
  3. Cheiro ruim – A saburra, mistura esbranquecida de bactérias, alimentos e sangue, que se forma sobre a língua, da á boca um cheiro podre.

Por dia, produzimos algo perto de 2 litros de saliva – a maior parte dessa quantidade a gente engole.

Fonte: Adaptação do Almanaque das nojeiras – São Paulo: Abril, 2012.(Mundo Estranho)