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Diferentemente do que muita gente imagina, o suor humano não fede nem cheira. Mais de 90% dele é composto de água. O resto são substâncias como cloreto de sódio, ureia e ácido úrico, originadas das proteínas, gorduras, sais minerais e vitaminas que comemos. O suor só adquire aquele cheiro de cê-cê duro de encarar por causa de bactérias presentes na nossa pele. Elas se alimentam da transpiração e acabam eliminando dejetos para lá de fedidos, como ácido isovalérico e androsterona. O suor é produzido nas glândulas sudoríparas, estruturas que exercem importante papel na regulação da nossa temperatura interna. Quando a gente transpira, as partículas de  água que formam o suor roubam ‘energia’ do corpo quente para aumentar a sua velocidade. Mais ‘agitadas’, as partículas de água conseguem evaporar. É essa energia roubada para permitir a evaporação do suor que ajuda a reduzir a temperatura corporal.

Em um dia quente de verão, um adulto pode perder, em média, entre 2 e 2,5 litros de água pela transpiração.

Por que as secreções do corpo têm gostos diferentes?

O gosto das secreções humanas depende do material de que são compostas. Além de água e sal, algumas dela também contam com substâncias presentes em cadáveres!

Cera de ouvido – Contém peptídeos, ácidos graxos, colesterol e a enzima lisozima. Seu gosto amargo e sua consistência pegajosa servem para repelir os insetos.

Lágrima – Constituído de proteínas, mas o cloreto de sódio determina o gosto salgado.

Leite materno – Contém poliaminas, gordura e imunoglobulinas. A lactose dá o sabor adocicado.

Bílis – Produzido pelo fígado, esse líquido possui bilirrubinato, colesterol e sais biliares, responsáveis pelo gosto amargo.

Urina – Tem ureia, ácido úrico e sais minerais (potássio, cálcio, magnásio, cloro e sódio), que dão o sabor salgado.

Secreção vaginal – as variações dependem de descamamentos e flora bacteriana. O gosto tende para ácido ou salgado.

Sêmen – Tem glicose e lactose, além de espermina, putrescina e cadaverina – presentes em cadáveres, de gosto levemente salgado.

Fonte: Almanaque das nojeiras – São Paulo: Abril, 2012.(Mundo Estranho)