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O horário de verão começa à meia-noite deste sábado, 20, quando os relógios deverão ser adiantados em uma hora (aplicado nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul e no estado do Tocantins), e termina no dia 17 de fevereiro de 2013. A medida é adotada sempre nesta época do ano, quando os dias são mais longos por causa da posição da Terra em relação ao Sol, e a luminosidade natural pode ser mais bem aproveitada.

Em Pernambuco o horário não se altera, mas deve-se tomar como referência a hora de Brasília para a realização da prova do ENEM!

Neste ano, o estado do Tocantins adotará o horário de verão pela primeira vez. A Bahia, que aderiu ao sistema no ano passado, vai ficar de fora.

O secretário de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia, Ildo Grüdtner, disse que mudança de horário proporciona um ganho considerável para a segurança do sistema elétrico brasileiro. “Menor demanda implica maior segurança para o sistema, que não fica tão ‘estressado’. Há também maior flexibilidade operativa para liberar instalações para manutenção e redução da geração de energia térmica para atender a esse consumo”, explicou o secretário.

De acordo com expectativas do governo, com a adoção do horário de verão, será evitado um gasto de R$ 280 milhões com o acionamento de usinas térmicas neste ano para suprir a demanda no horário de pico. Segundo Grüdtner, a redução da demanda de energia no horário de pico neste ano deve ser de cerca de 4,5%, o que representa 2,2 mil megawatts. A redução total de consumo deverá ser de 0,5%.

Segundo estimativas do Operador Nacional do Sistema Elétrica (ONS), o horário de verão (aplicado nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul e no estado do Tocantins) irá proporcionar uma economia de cerca de R$ 280 milhões – o valor é praticamente o dobro da economia alcançada no ano passado, que chegou a R$ 130 milhões.

Isso vai acontecer porque as usinas térmicas, cuja energia é mais cara, precisarão ser acionadas com menor freqüência. Estados do Norte (com exceção de Tocantins) e do Nordeste costumam não aderir ao horário de verão porque sua posição geográfica não favorece um aproveitamento maior da luz natural no verão, como ocorre nas outras regiões brasileiras.

O estado da Bahia, que aderiu ao sistema em 2011, decidiu não participar este ano, após o governador Jaques Wagner encomendar pesquisas que apontaram um índice de 75% de rejeição da população. O cancelamento foi comunicado em cima da hora – na noite de quarta-feira, dia 10 – ao ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, após Wagner se reunir com representantes de seis centrais sindicais.

O argumento apresentado é o mesmo de outros sindicalistas das regiões que não costumam aderir ao sistema: o horário de verão é prejudicial aos trabalhadores, que têm de acordar de madrugada, quando ainda é noite, para chegar ao expediente, aumentando as chances de acidentes de trabalho.

O horário foi experimentado pela primeira vez no verão de 1931/1932. Até 1967, sua implantação foi feita de forma desorganizada, sem muitos critérios. Depois de passar 18 anos sem que o horário de verão fosse instituído, a medida voltou a vigorar no verão de 1985/1986 em caráter de emergência pelo governo, preocupado com o baixo índice dos reservatórios das hidrelétricas, que na época obrigou a população a racionar água. A partir de 1985/1986, o horário de verão passou a ocorrer todos os anos, sem interrupção.

No dia 8 de dezembro de 2008, o então presidente Luís Inácio Lula da Silva assinou o decreto de número 6.558, que estabelece os padrões para as futuras horas de verão em parte do território nacional. Segundo o artigo primeiro do decreto, fica instituído que a hora de verão de todos os anos tem início a partir de zero hora do terceiro domingo do mês de outubro, até a zero hora do terceiro domingo do mês de fevereiro do ano seguinte.

Fonte: Agência Brasil