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Os contos literários possuem forte influência na cultura e na literatura. Essas pequenas histórias recheadas de personagens imaginários e com pitadas de ironia e sátira são contadas por meio de narrativas em prosa linear e não se aprofundam no estudo psicológico das personagens nem nas motivações de suas ações. Os contos literários tornaram-se importantes no final da Idade Média, quando a famosa contadora de histórias, Sherazade, conta os “Mil e um contos nas Mil e Uma Noites”, e livra-se da morte, destino certo para as esposas do Rei Shariar.

Luciano de Samosata é considerado o primeiro grande contista da história. Na Alemanha, os irmãos Grimm publicaram dezenas de contos infantis, incluindo Branca de Neve e Chapeuzinho Vermelho. Em terras brasileiras, destaque para Machado de Assis e Aluízio Azevedo que abriram caminho para grandes nomes como Clarice Lispector, Lima Barreto, Otto Lara Resende e Lygia Fagundes Telles.

As informações vinham dos jornais, dos livros e dos famosos folhetins que dedicavam grande parte de seus espaços para os contos literários. Com a evolução da tecnologia, as notícias passaram para o cinema, o rádio, a televisão e, no século XXI, para a internet e o celular. Infelizmente, os contos perderam espaço na imprensa escrita, mas forma substituídos por outras formas de literatura como as crônicas ou artigos opinativos.

A verdade é que alguns críticos consideram os contos literários como espécimes de literatura secundária, por conta de sua literatura simples. Em contradição, sabe-se que quando utilizado de maneira adequada, o gênero cativa o gosto pela leitura, abrindo inúmeros caminhos e possibilidades. Quem já leu contos pode afirmar  que é praticamente impossível ler um conto pela metade ou pular-lhe linhas. Ele é simplesmente cativante.

Escrito por Fabiana Pamplona, assessora especialista de Língua Portuguesa da Editora Moderna. 

Fonte: Site Editora Moderna