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Um dia após o Ministério da Educação (MEC) anunciar mudanças na correção das redações do Enem, a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) sinaliza que pode voltar atrás. Há dois anos o texto do Enem é usado para compor a nota do vestibular da instituição. Mas professores e alunos estão pressionando, através das redes sociais, pela volta da redação da Covest. Tudo vai depender da decisão do Conselho Universitário. A reunião vai acontecer até o final de junho. Se for aprovada, a proposta pode valer para o concurso deste ano, já que o edital ainda não foi finalizado. A pró-reitora para Assuntos Acadêmicos da UFPE, Ana Cabral, confirmou ontem que existe essa possibilidade.

“Mas essa proposta será avaliada e discutida pelo Conselho. Sabemos que há uma demanda de parte da sociedade”, afirmou a pró-reitora. Nas últimas duas edições do Enem, as notas da redação foram questionadas. Alguns estudantes entraram na Justiça.

No Enem, o texto vale de 0 a 1000 pontos. Foram contratados apenas 3 mil corretores para avaliar 4 milhões de redações. No sistema de correção da Covest, só são avaliadas os textos dos candidatos que passaram pelo ponto de corte. “Apesar das mudanças anunciadas pelo MEC, acredito que ainda faltam critérios para a correção”, opinou o professor Marcello Menezes, criador do grupo “Redação de volta pra Covest, já!!!, que reuniu mais de 30 mil seguidores do Facebook.

A fera de medicina Isabelle  Pessoa, 22 anos, concorda com Marcello. “A correção do Enem é muito ampla e a da Covest é mais regional. Há mais controle”. O colega Rodrigo de Oliveira Silva, fera em direito, tem a mesma opinião. “As mudanças do Enem são válidas, mas continuo acreditando mais na Covest”, disse. O MEC informou que cada redação será examinada por dois corretores. Caso haja discrepância de 200 pontos, será avaliada por uma terceira pessoa. Se a diferença persistir, uma banca com outros três avaliadores e coordenada por um doutor definirá a nota.

Do Diario de Pernambuco