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De acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (9) pela pesquisa Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), cerca de 5,6% da população brasileira adulta sofre de diabetes. Os números foram apresentados durante o Fórum Pan-Americano de Doenças Crônicas Não Transmissíveis, em Brasília.

A previsão é de que o número de internações decorrentes da síndrome metabólica aumente ao longo dos anos, já que a tendência é que um maior número de pessoas busque serviços de saúde. Outro dado levantado foi a proporção de homens e mulheres com diabetes. A doença se mostrou mais comum entre o sexo feminino (6%) do que entre o sexo masculino (5,2%). A diferença pode ser explicada pela maior procura de serviços de saúde pelo primeiro grupo.

Dividindo os números por cidades, a capital com maior percentual de pessoas com diabetes foi Fortaleza, com 7,3% dos adultos portadores da doença. Em segundo lugar vem Vitória, com 7,1% e, em seguida, Porto Alegre, com 6,3%. Os índices mais baixos foram encontrados em Goiânia (4,1%) e Manaus (4,2%).

Sete mudanças que ajudam a conviver bem com o diabetes

Outro dado levantado foi a proporção de homens e mulheres com diabetes. A doença se mostrou mais comum entre o sexo feminino (6%) do que entre o sexo masculino (5,2%). A diferença pode ser explicada pela maior procura de serviços de saúde pelo primeiro grupo. A pesquisa também apontou diferenças de acordo com a idade dos participantes. Assim, 21,6% das pessoas com mais de 65 anos tinham diagnóstico da doença, enquanto que na faixa entre 55 e 64 anos, 15,2% apresentavam a doença. Já entre os 18 e 24 anos, o índice caiu para 0,6%.

Segundo a coordenadora geral de Vigilância de Agravos e Doenças Não Transmissíveis do Ministério da Saúde, Deborah Malta, doenças crônicas não transmissíveis são responsáveis por 72% dos óbitos no país. Por isso, reforçou a importância de métodos preventivos contra a doença, já que os principais fatores de risco para o diabetes são obesidade, tabagismo, estar acima do peso e cultivar uma alimentação desequilibrada.

1. Invista no cardápio certo “Os pacientes diabéticos devem evitar os açúcares simples (presentes nos doces e carboidratos simples, como massas e pães), pois são absorvidos muito rapidamente, levando a picos de glicemia e, consequentemente, complicações a médio e longo prazo”, de acordo com o endocrinologista Josivan Lima, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia – SBEM. Uma boa dica é beber bastante água, que ajuda a remover o excesso de glicose no sangue, que será eliminado pela urina.

2. Diga não ao sedentarismo A atividade física é essencial no tratamento do diabetes para manter os níveis de açúcar no sangue controlados e afastar os riscos de ganho de peso. “A prática de exercícios deve ser realizadas de três a cinco vezes na semana. Há restrição nos casos de hipoglicemia, de modo que pacientes não devem iniciar atividade física com a glicemia muito baixa, sob o risco de baixar ainda mais os níveis. Da mesma forma, deve-se evitar atividade física quando o diabetes está descontrolado, com glicemia muito elevadas.

3. Adapte-se às aplicações de insulina Esqueça as injeções assustadoras. Hoje, a maioria dos pacientes com diabetes do tipo 1, que precisam aplicar insulina com maior frequência, usa canetas próprias para esta função, que causam menos desconforto, pois têm agulhas menores e com material mais flexível, de silicone.

4. Maneire no consumo de bebidas alcoólicas O consumo de álcool não é proibido, mas deve ser moderado e nunca de barriga vazia, pois o consumo isolado pode causar hipoglicemia, pois o álcool tende a reduzir as taxas glicêmicas. O que pode causar enjoo, tremores pelo corpo, fome excessiva, irritação e dores de cabeça.

5. Evite os problemas vasculares O diabetes provoca a aceleração do endurecimento das artérias, levando à má irrigação dos tecidos. As artérias coronárias são afetadas, podendo levar ao infarto cardíaco, além das artérias renais, levando a insuficiência renal grave.

A doença também afeta a microcirculação, ou seja, lesionando as pequenas artérias (arteríolas) que nutrem os tecidos, que atingem especialmente as pernas e os pés. Assim, é importante que ao ter dores ao caminhar, pés frios e pálidos, feridas que não cicatrizam facilmente, formigamento, “fraqueza nas pernas”, deve-se procurar um angiologista ou cirurgião vascular, que pode avaliar com maior precisão os sintomas e tomar as medidas médicas para evitar maiores danos, como a amputação do membro afetado.

6. Aumente os cuidados com os olhos O acompanhamento oftalmológico de quem tem diabetes é recomendado devido à maior fragilidade de sua córnea. As células da córnea do diabético não têm a aderência que se encontra na maioria dos não-diabéticos. Essa fragilidade é a porta de entrada para uma série de infecções oportunistas.

7. Controle o estresse Pessoas com diabetes têm maiores chances de ter ansiedade e depressão. Os pacientes podem sentir uma sensação de ansiedade em relação ao controle da hipoglicemia, da aplicação de insulina, ou com o ganho de peso. “Os pacientes com diabetes que ficam ansiosos e estressados tendem a ter menos cuidado com os níveis de açúcar no sangue, o que aumenta o risco de complicações”, diz Josivan.

Fonte:

http://msn.minhavida.com.br/saude/materias/15117-segundo-ministerio-da-saude-56-dos-adultos-brasileiros-sofrem-de-diabetes