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01. “CENSURA AO ‘PARALAMAS’ TRAZ TESOURA DE VOLTA”.

“Extinta oficialmente em 1985, a censura treina novos cortes nos tempos de abertura: o grupo Paralamas do Sucesso foi proibido de cantar a música ‘Luís Inácio’ num show em Brasília”.                                                               (O GLOBO, 19-07-95)

O conteúdo da notícia, embora em situação e contexto diferentes, faz-nos lembrar da época em que a censura foi aplicada com intensidade na ditadura militar, especialmente após 1968, quando a repressão se tornou mais rigorosa com o AI-5, imposto num ambiente marcado por vários fatores, dentre eles o:

a) fim oficial do FGTS, o que irritou os trabalhadores pela perda dos valores depositados.

b) enfraquecimento da base política do governo no Congresso, com a recusa dos parlamentares em permitir a perda da imunidade de um deputado para processo judicial.

c) apoio do chamado Tropicalismo, manifestação cultural de defesa da ditadura, principalmente por meio da música.

d) movimento de revolta de Jacareacanga, no Pará, que contestava o regime, conseguindo, entre os militares, cada vez maior número de adeptos.

e) apoio garantido pela compra pelo Brasil de um porta-aviões para ser incorporado à Marinha como suporte aeronaval às medidas repressoras do governo.

02. Leia o texto.

“A situação brasileira apresenta assim perspectiva de agravamento das principais contradições entre o povo e o governo, entre a esmagadora maioria da nação e o imperialismo norte-americano, tendendo a adquirir caráter mais agudo. Qualquer das saídas presentemente tentadas pelas classes dominantes não amainará as divergências entre os grupos políticos em choque e muito menos o descontentamento e a luta popular. Os imperialistas ianques, aliados à reação interna, se esforçarão para consolidar o que obtiveram a 1Ž de abril e intensificarão sua atividade neocolonialista no Brasil.”  (Extrato de documento do Partido Comunista do Brasil, 1966)

Todas as afirmativas traduzem corretamente as idéias contidas no texto, EXCETO:

a) A constatação de que o imperialismo americano é aliado das forças da reação.

b) A percepção de que o povo está desencantado e disposto a lutar contra a ditadura.

c) A preocupação da esquerda brasileira com a situação política do país no pós-64.

d) O entendimento de que à crise interna deve se somar a pressão dos interesses externos.

e) O entendimento de que só as classes dominantes serão capazes de pôr fim à crise.

03. O golpe político-militar de 1964 acarretou transformações na economia brasileira originadas das mudanças nas relações de trabalho, das novas necessidades do desenvolvimento capitalista no país e das mudanças na conjuntura internacional. Todas as alternativas apresentam indicadores corretos das transformações na economia brasileira pós-64, EXCETO:

a) A abertura do país às empresas multinacionais a partir da abolição das restrições à remessa de lucros para o exterior.

b) A adoção de uma nova política salarial e a implantação do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) substituindo o sistema de estabilidade no emprego.

c) A consolidação do setor industrial nacional através da elevação dos salários urbanos e do aumento da oferta e do consumo de bens não duráveis.

d) A elevação do volume de impostos e a conseqüente falência de um grande número de pequenas e médias empresas.

e) A expansão da indústria petroquímica, siderúrgica e do alumínio, realizada sob o patrocínio do Estado, com a participação de conglomerados nacionais e estrangeiros.

04. No período em que o Brasil foi dirigido por governos militares a decretação do AI 5 (Ato Institucional número 5) representou um “endurecimento” do regime instalado em 1964, que pode ser explicado pela(s):

a) inquietação dos setores militares favoráveis à redemocratização.

b) ação dos grupos de oposição, que trocaram a luta armada pela oposição parlamentar ao regime.

c) crise decorrente do impedimento do Presidente Costa e Silva.

d) crise econômica resultante do esgotamento do milagre brasileiro.

e) crescentes manifestações oposicionistas de líderes políticos, estudantes e intelectuais contra o regime.